domingo, 11 de março de 2007

Monsieur Le Président de L'UEFA


Há umas semanas, a Mathilde viu o pai a ler a France Football e, apontando para a capa, perguntou:
- C'est qui papa?
- C'est Platini, Mathilde.
- Platini? (o nome deve ter-lhe soado bem)
- Oui, Michel Platini, le nouveau président de l'UEFA, très grand joueur.
- Platini? (soou bem quase de certeza)
- Oui, Platini.
- Platini... (sorriso dela, sorrisos nossos, certeza confirmada, compreendo, platini soa bem, é como panini que para além de ter um som giro, é uma bela e saborosa tosta)

Ontem, ela pôs-se a desfolhar outra revista e o pai ia-lhe apresentando jogadores e respectivas equipas.
- Lui c'est Beckham, il joue au Real de Madrid... lui c'est un portugais, Pauleta, il est au PSG, lui c'est Cissé, il joue à l'OM... - e entretanto - celui là tu le connais chérie - tratava-se de uma fotografia pequenina - c'est...? - ela encolheu os ombros - C'est Pla...
- Platini? Monsieur Platini!

MONSIEUR Platini,e com toda a razão Mathilde, não andámos com ele na escola e o senhor é presidente!

ALLEZ MANON!

É espantosa a velocidade de desenvolvimento das crianças.
Assim de um dia para o outro, a Manon mantém-se de pé sem apoio durante imenso tempo, depois fica tão entusiasmada que desata num abanar excitado e pumba!, rabo no chão. Sorri de orelha a orelha e eu pareço uma maluca sorridente mais entusiasmada do que ela, repetindo-me qual vinil riscado:
- Boa, Manon! Boa, Manon! Boa! Boa! Boa, Manon!
O que mais me surpreende é o equilíbrio a levantar-se quase quase sem apoio também, gatas - cócoras - em pé assim sem mais nem ontem.

Outra habilidade é subir escadas, esta miúda é uma despachada, tuca-tuca-tuca-tuca, lá vai ela, se desviamos o olhar cinco segundinhos já dois degraus estão no papo. A Mathilde tenta discipliná-la sem sucesso:
-Manon, não podes brincar nas escadas! Ai! Mau! Maria!

(Mau Maria?? Mas onde é que ela aprendeu isto?)

A Mathilde não mexia em nada, a Manon é uma centopeia, tudo desperta a sua curiosidade e tudo acaba na boca. Suponho que a pequenina vai mesmo comer areia da praia este Verão, coisa que a irmã nunca degustou.

Passamos os dias a incentivá-la, não a comer areia, nem a mexer em tudo mas a andar:

ALLEZ MANON! ALLEZ MANON! ALLEZ!
ALLEZ MANON! ALLEZ MANON! ALLEZ!

E ela sempre com aquele maravilhoso sorriso de orelha a orelha :)

domingo, 4 de março de 2007

11 meses



e cada vez mais gira.

:)

Há pouco mais de dois anos, a Mathilde era assim.












E agora está uma senhorinha "crescida".

sábado, 3 de março de 2007

Regressões



A minha irmã, aí há uns dois anos, trouxe para a Mathilde uma casa de bonecas, aos bocadinhos.
Bastantes mais anos antes, uma qualquer revista de trabalhos manuais, suponho que fosse esse o contexto, tinha oferecido a dita casa aos bocadinhos, um bocadinho em cada número. A minha irmã achou a casinha um mimo e toca de comprar as revistas, tivessem ou não interesse para ela, de forma a construir a dita que seria para a sua filha. Ora entretanto a minha sobrinha cresceu e tem hoje 15 anos e, assim sendo, ela presenteou a Mathilde.

Eu gostei imenso da ideia, e sobretudo da mobília pequenina para rechear as divisões.
Havia apenas um pequeno problema, resolúvel mas que nos frenava o início da construção, o mesmo que travou a minha irmã, faltavam bocados da estrutura e, um problema maiorzito, não havia livro de instruções.



No fim-de-semana de carnaval decidimos pôr mãos à obra e deparámo-nos com uma quantitade interminável de peças para colar, pregar, aparafusar, encaixar e adaptar.
Demorámos 4 dias, com muitas pausas é certo mas 4 dias a dar-lhe forma, o pai trabalhou bem mais do que eu, preserverante. Valeu a pena. Está o mimo esperado e as mobílias são de facto uma delícia para miúdos e graúdos.
Para compôr o ramalhete, alugámos a casa às Polly Pocket da Mathilde.
Ela gostou muito mas quem anda maluquinha sou eu, a trocar roupas e a instalar meninas ao piano, outras na banheira, casalinhos a jantar, a trocar os móveis de lugar, a compôr a disposição, etc...

É maravilhoso ter filhos com quem regressar à infância.
Agora falta-me uma locomotiva daquelas com uma linha férrea bem longa, túneis, árvores, casinhas e tudo a que se tiver direito.

quinta-feira, 1 de março de 2007

Gatices

Andamos maravilhados com a Manon a gatinhar, nunca tínhamos visto isto, assim numa base diária e respeitante a alguém que nos saíu das entranhas.
A Mathilde não gatinhou e, como tal, esta deslocação a quatro patas é fascinante.
Para nosso maior prazer, ela gatinha muito direitinha, parece um boneco de corda muito bem articulado. Tão gira!

A Mathilde faz corridas com ela, põe-se de gatas e chama pela irmã que a segue para todo o lado e ri com ela como com mais ninguém.

É tão comovente a relação das duas, ando sempre de lagriminha no olho.
Estou com o Síndrome Cinha Jardim assumido - Minhas ricas filhas!!!

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Maria


Quando tinha 16 anos, um amigo declamava-me:
Maria, teu lindo nome
serve para tudo hoje em dia
se uma criancinha tem fome
come bolacha Maria


Confesso que não é uma bolacha muito apelativa para os meus botões gostativos.
Não é que me desgrade mas também não me satisfaz como por exemplo os maravilhosos cookies de chocolate da Cadbury's.
A Maria foi a bolacha da minha infância, simples, torrada, compondo sandes de manteiga, queijo ou marmelada nas várias combinações possíveis, manteiga e queijo, manteiga e marmelada, marmelada e queijo, manteiga e queijo e marmelada, à qual se juntaram depois as Wafers de baunilha e chocolate e as caixas de Sortido Rico. Só bastante mais tarde descobri as Coríntias, as Belgas, as Belinhas, etc.

A Maria continua a ser a bolacha da primeira infância na creche da Mathilde e da Manon.

Sexta passada a pequenina roubou uma à maiorzinha e atirou-se a ela como gato a bofe, à bolacha, não à irmã.
Não houve qualquer engasgo, trincou, mastigou (com os poucos dentinhos que tem), amassou com a língua, sujou mãos, roupa, boca, cara, cabelo, tudo e adorou a boa da Maria. Se a queremos ver sossegada agora, é dar-lhe uma bolacha Maria.

"Tu veux un gateau-maman?" É frase do pai.

Mudam-se os tempos mas o meu lindo nome continua a servir para tudo hoje em dia, se a Manon ou a Mathilde têm fome, pois claro que comem bolachas Maria

Les amoureux qui se bécotent sur les bancs publics,


bancs publics, bancs publics,
En se fouettant pas mal du regard oblique
Des passants honnêtes
Les amoureux qui se bécotent sur les bancs publics,
Bancs publics, bancs publics,
En se disant des "Je t'aime" pathétiques
Ont des petites gueule bien sympathiques.


No sábado fomos ao parque com a Mathilde e a Manon. Já no regresso, num caminho no meio da floresta (um caminho pelo meio das árvores a que a Mathilde chama a floresta) ela exclama:
- Olha mamã!
Num coreto estava um casal de jovens namorados aos beijinhos.
- São namorados Mathilde, um menino e uma menina. Estão a namorar. A dar beijinhos um ao outro.
Continuámos, ela não disse nem mais um Ai nem um Ui sobre o assunto.

Ontem voltámos ao parque e, no regresso, o caminho da floresta foi percurso obrigatório, desta vez com o pai. Quando passaram pelo coreto ela pediu para entrar e uma vez lá dentro:
- Assois-toi papa stplaît!
E o pai sentou-se onde ela pediu. E ela sentou-se noutra ponta.
E então, muito compenetrada, levantou-se, pôs-se de joelhos no banco ao lado do pai, e pregou-lhe um beijinho tipo filme clássico de Hollywood quando os protagonistas do pretendido beijo colavam as bocas bem fechadinhas uma à outra e ficavam ali um bocadinho. Depois desatou a rir com um ar maroto perante um papá estupefacto. Levantou-se e :
- On y va papa?
E seguiu caminho, sem mais um Ai ou um Ui sobre o assunto.

Ah! Les amoureux qui se bécotent sur les bancs publics...

Édipo? Lógica infantil? Associação circunstancial? Imitação dos adultos? Tudo ao mesmo tempo?
Seja lá o que foi, foi muito engraçado.

Agora toca a explicar-lhe que o nosso pai não é nosso namorado, embora o procuremos o resto da vida, conscientemente ou não... bom, explicar apenas a primeira parte da última frase, claro.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

A Girl Worth Fighting For


O carnaval não me apraz por aí além.
No ano passado a Mathilde não ligou nenhuma à festa mascarada da creche.
Verdade seja dita que nós nem sequer pensámos numa fatiota para ela, ainda tão pequenina e sem noção do entrudo e seus preceitos mas, como todos iam mascarados,à última da hora pusemos um djellaba miniatura marroquino na mochila só para o caso dela ver todos enfeitados e também querer.
Não quis. E nós tudo bem.

Este ano quis mascarar-se e como a mamy (a avó paterna), com esse propósito, lhe tinha trazido da China um fatinho de chinesa, a princesa escolhida foi a Mulan. Tinha de ser uma princesa :)

E, na sexta-feira, lá foi ela, de Mulan, com uma sombrinha chinesa que era um mimo e um cavalo de peluche (o primeiro peluche que ela escolheu ainda muito pequenina numa feira de de bonecos do Jumbo e a quem agora chama Aladin por causa de um camelo homónimo que conheceu no Verão, em Marrocos).

Lembrei-me entretanto que a única coisa mais arranjadinha de que me mascarei em miúda, embora bem maiorzinha que a Mathilde, devia ter uns 8 anos, foi de chinesa, precisamente, nem de propósito.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Le Papa Pingouin

1980, eu tinha 9 anos, Festival Eurovisão da Canção, Luxemburgo.
Uma canção que ficou nos meus arquivos mnésicos até hoje e que eu cantava à Mathilde desde muito pequenina a propósito de papás e de pinguins (não que haja uma relação evidente, apenas porque ela palrava "papa-papa-papa" e eu cantava "le papa pingouin/le papa pingouin/le papa le papa le papa pingouin...").
Ninguém sabia o que isto era, ninguém. Nem portugueses, nem franceses, e suponho que nem mesmo os luxemburgueses se lembrassem de tal. Mas eu insistia que era da Eurovisão e que a canção existia mesmo.

Um dia, por acaso, num canal francês, o papá viu uma promoção disto.



Fiquei tão contente! Gostei mesmo de regressar aos 9 anos! E descobri que a amada canção é, originalmente, belga.

Isto já foi há uns tempos valentes. Ontem adquiri! Grande sucesso com as meninas! Para além do cd, tem um dvd com pinguins que cantam e dançam e com eles todos cá em casa. Uma delícia de bonecos e uma delícia muito maior a Mathilde a imitá-los e a Manon a rir e a abanar-se toda, fascinadas ambas com as imagens.

Ainda assim, a versão nova, remixada, é gira e tal, dá para o gasto, nada pára a modernidade, já se sabe, mas o original por Sophie e Magaly e o momento Eurovisão, indumentária e coreografia incluídas, são imbatíveis.



segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Eu quero ir para o Verão!

- Eu quero ir para o Verão! Quero ir para a praia com chinelos e vestido de Verão, com o meu pai e a minha mãe e a minha mana... com o balde... e o mar... eu quero ir para o Verão!

- Pois é meu amor, só que as estações são quando são, não dá para ir para o Verão assim como se vai à escola ou ao parque (quer dizer, até dá mas implica aviões e assim e por isso achei melhor não abrir essa possibilidade porque, se bem a conheço, a Mathilde nunca mais me deixava fechá-la). Agora estamos no Inverno, depois vem a Primavera e logo, logo estamos no Verão, vais ver.

- Eu quero!...

- Eu também bebé, mas agora temos de deixar passar o Inverno.

- Eu não gosto!

- Não gostas do Inverno?

- Não! Eu gosto do Verão!

- Eu também Mathilde, eu também gosto é do Verão!

Eu gosto é do Verão
De passearmos de prancha na mão.
Saltarmos e rirmos na praia
De nadar e apanhar um escaldão.
E ao fim do dia, bem abraçados
A ver o pôr-do-Sol
Patrocinado por uma bebida qualquer.


(Risos)

Não é o Verão mas é o que se arranja para nos consolarmos :)

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Ó-laró-laró-quicu-laró-quicu-laró-quicu...


A Mathilde descobriu o meu livro da Heidi com toda a hstória como na série televisiva.
A Heidi, a tia Dete, o Avô, o Pedro ( - Muito guloso! - diz ela com um sorriso divertido, e se de manhã ouve na rádio o Pedro que não o da Heidi, repete: - O Pedro é muito guloso! - e eu respondo: - Bom, de facto também é mas o Pedro da rádio não é o mesmo da Heidi. - e ela ri-se e insiste: - Mas também é muito guloso! - e enche a boca ao dizê-lo, a gulodice apregoa-se de boca cheia :)), a cabrinha Yuki, o cão Joseph, a mãe do Pedro, a avózinha do Pedro, a Sra Rottenmayer (a perceptora), a Clara, o Sebastião e a Tinette (os criados), o doutor da Clara, o rapaz do realejo com a sua tartaruga, o pai da Clara, a Sra Sesemann (a avó da Clara), todas as personagens lhe agradam por isto ou por aquilo

Nas últimas noites tenho revisto aquele imenso livro que fez as minhas delícias em pequenina. Achei imensa graça ao ver na última página a minha letrinha de 6 anos - oferta da minha mãe Janeiro 1977 dia 14 (porque carga de água escrevi eu a data ao contrário do que se usava na altura não sei).

O apontamento cómico é a versão acelerada e pouco conhecedora da história que o pai lhe conta quando ela lhe pede. A Heidi não foi uma prioridade televisiva da sua infância. Ele era mais Goldorak. Lá chegaremos, palpita-me, e aí ou me informo convenientemente ou convenientemente adopto também uma short version para pedidos para dormir.

Mas a Heidi... nostalgiaaaaa...

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Punch Bag

Antes da Mathilde e da Manon terem vindo encher a minha vida com o maravilhoso mundo da maternidade e da infância eu era a maluquinha do ginásio.
Desembrulhava as horas para ir praticamente todos os dias e experimentava todas as aulas disponíveis.
Era grande adepta do step coreografado super complicado e do Hip Hop.
Depois foi o advento do BTS e tudo se standartizou nos ginásios, ele é Body Pump, ele é Body Balance, Body Combat, Body Atack, Body Jam, e mais os que estão ainda por inventar.
De todos o que eu mais gostava, e gosto, é o Combat. Genial! Fartei-me de bater em muita pessoa imaginária e foi muitas vezes terapeutico :).
Hoje em dia não consigo arranjar furos compatíveis com o horário dessa aula maravilha e suspirava há anos por um saco de boxe (as luvas já tinha; nos meus anos em Dezembro de 2002, um amigo que tem ideias mirabolantes, ofereceu-me umas lindas, gigantes, vermelhas, dizendo-me que eu estava a passar uma fase em que tal prenda me daria jeito, o que era verdade, patronato hostil;)), mas não queria pendurá-lo no tecto, receava dar cabo dele, do tecto, não do saco, e passar a vida a tirá-lo e pô-lo não me parecia prático.

Este natal, o Pai Natal, por sinal o pai das minhas bebés, trouxe-me o saco pretendido pendurado num suporte com pesos e ainda um saco pequenino. Que bela surpresa! Muito murro já dei eu naquele saquinho pesadíssimo.Entretanto as luvas revelaram-se demasiado grandes e tive direito a umas luvas apropriadas.

A Mathilde farta-se de rir, sobretudo com as minhas caretas e vai lá ajudar-me. Não tem bem a noção de que o saco vai e, quando volta, vem com alguma força que ela não consegue controlar e pumba! Mathilde desequilibrada, Mathilde no chão, Mathilde irritada, Mathilde levantada, Mathilde a dar mais murros ainda :)

Ora no outro dia, Miss Mathilde resolveu calçá-las e andou aos rounds com o papá.
E não é que leva jeito?!



(o mais cómico é esta actividade "Maria-Rapaz" vestida de menina, vestidinho e sapatinho, sim!, que faça lá o que fizer, tem de ser feito sempre vestida de princesa, claro! Fez-me lembrar a Buffy, a bater-se contra vampiros e monstros e criaturas infernais, mas sempre bem vestida e com um sentido de moda bem desenvolvido e diferenciado ;))

domingo, 4 de fevereiro de 2007

10 meses

... já...
Parabéns Manon!

sábado, 3 de fevereiro de 2007

O banho, essa maravilhosa invenção!




Descubra as semelhanças!

Quando nasceram, a Mathilde e a Manon eram tão parecidas que pareciam iguais.
Hoje reconheço um ar de família, mímicas semelhantes, vozes semelhantes, risos semelhantes, muitas semelhanças intensificadas pela indumentária herdada.
No entanto, estão tão diferentes.
Para quem me diz que elas são parecidíssimas, veja-se!


Mathilde - Janeiro/2005 (9 meses)


Manon - Janeiro/2007 (9 meses)

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Paz


Mathilde - Abril/2004 (sim, ela dormia assim, toda esticada :), como o pai em bebé)


Mathilde - Fevereiro/2005


Manon - Julho/2006


Pouco tempo depois da Mathilde nascer, uma vizinha veio visitar-nos e, ao olhar para a bebé adormecida, comentou:
- Não há nada de mais repousante que um bebé a dormir.

É tão verdade.

Há um momento do dia que adoro, quando vou aconchegar as minhas meninas antes de me ir deitar. Tenho sempre vontade de ficar ali a olhar para elas, cada uma no seu sono, de bebé e de menina.
É o meu momento de paz, todos os dias.

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Tubbie Delice!



Suspeito que os Teletubbies têm imagens subliminares que fixam o olhar dos bebés ao écran.
A Mathilde adorava. A Manon adora.

Achei durante muito tempo que era um entretenimento desinteressante e mesmo um pouco palerma. Decidi-me a ver com a Mathilde, tinha ela menos de um ano, já que era o programa televisivo antes de dormir e ela se mostrava tão interessada.
Acabei por me render e hoje acho imensa graça aos bonecos. São giros, queridos, amigos, parecidos mas diferentes, educativos, coloridos, uns amores. Ensinam coisas novas todos os dias, repetem activamente conceitos fáceis que ajudam à memorização e aprendizagem para além de fomentarem a curiosidade, a amizade, a inter-ajuda e o contacto carinhoso com os seus grandes abraços (gros calîn!! - não sei como dizem em português porque sempre vi em francês e uma vez há muito tempo, ainda sem Mathilde nem Manon, em catalão - estranhíssimo os Teletubbies em catalão - em casa de uns amigos em Barcelona, os filhos bebés deles também ficavam pregados à TV))

A Manon vai pelo mesmo caminho. Não liga à televisão mas Tinky Winky, Dipsy, Laa-Laa e Po concentram a sua atenção durante meia-hora seguida.

Há qualquer coisa que provoca este fascínio imediacto, subliminar só para bebés.
Ou então Anne Wood e Andrew Davenport, que criaram na Ragdoll Productions, os Teletubbies para a BBC, tiveram uma intuição certeira.

Ah! E tem um sol absolutamente delicioso com um bebé que ri o tempo todo. E um aspirador chamado No-No, coelhos verdadeiros, flores, uma casa espacial, um cata-vento emissor de ondas televisivas e fazem Tubbie Toasts e Tubbie Delices cor-de-rosa.

Pensando melhor, a Mathilde adorava (ainda vê de vez em quando mas tem interesses mais diversificados na actualidade ;)), a Manon adora e eu adoro. Se calhar há mensagens subliminares para adultos também...

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Contentamento :)


"Isto de estar em pé e andar é das melhores coisas do mundo! O que eu queria mesmo era andar sem ter de me agarrar a nada... será que falta muito?"

(parece-me que ainda falta um bocadinho Manon, mas já faltou mais, qualquer dia corres como a Mathilde e ninguém mais te agarra :))

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

Como peixe na água, ou quase


Quando a Mathilde nasceu, amantes da água e das múltiplas actividades desportivas que permite, pensámos logo em pô-la em contacto com o meio aquático assim que possível e autorizado ou seja, a partir dos 4 meses.
Por razões várias acabámos por entrar com ela numa piscina aos 6 e não demos seguimento ao processo por indisponibilidade de tempo, a natação para bebés passa-se em horários difíceis de compatibilizar com os nossos.

No Verão passado, durante Junho e Julho, como ela já era mais crescida, descobrimos um horário possível e experimentámos novamente.
A reacção foi animada, adorava a piscina mas no entanto não se aventurava a largar-nos um segundinho e água na cara era algo que a incomodava sobremaneira. Lá mergulhava a cabeça por grande favor de quando em vez, tendo obtido uma média de, vá!, 2 "gorgulhos"/mês ou seja, 4 durante o período de ensaio referido.

Quando este ano nos foi dada a oportunidade dela ir à natação com a creche apesar de ser a mais pequenina do grupo, aproveitámo-la logo.

O efeito de grupo é maravilhoso, quando o objectivo é positivo, claro, que para o disparate também funciona muito bem.
Ao fim de 2 aulas, já ela andava de braçadeiras pela piscina toda e na semana seguinte apenas de esparguette/chouriço ou lá como aquelas coisas delgadas e compridas, também usadas na hidro-ginástica, se chamam. Em francês chamam-se frites, como as batatas fritas aos palitos. O mais espantoso para nós é ter começado a mergulhar a cabeça sem drama aparente.

Queríamos muito ir espreitá-la mas não ousámos fazê-lo mais cedo porque temíamos que se recusasse a ir para dentro de água devido à nossa presença ou nos quisesse com ela dentro da piscina ou que se lembrasse de ter algum receio e a aula não corresse bem.

Já há algumas semanas que a Mathilde nos pedia para a irmos ver à natação. Fomos hoje.
Ela ficou tão contente mas tão contente e passou a aula toda com um sorriso tão aberto que se fartou de engolir pirolitos :)

Ficámos abismados, eu nem imaginava que ela estava tão à vontade dentro de água e que já fizesse tantas coisas. Muito destemida e despachada, tão engraçada!
Mostrou-nos as habilidades que nos contava há meses e pediu-nos um beijinho lá pelo meio.
Escusado será dizer que passámos meia hora a dizer "Bravo Mathilde! C'est bien chérie! Boa Mathilde! Muito bem!"

Estou bastante babada hoje, mesmo, mesmo.

domingo, 21 de janeiro de 2007

Gira!



- A Manon é a Barbotine. E eu sou a Barbabelle.

Claro, uma coquete destas não podia ser outra personagem da família Barbapapa :)

sábado, 20 de janeiro de 2007

Quase, quase...



A Manon está prestes a gatinhar, e já anda um bocadinho sozinha com apoio.
Como diz a Mathilde quando a vai acordar de manhã, Manonzinha querida!

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

"Hello!"



Na creche das meninas, há aulas de inglês para os mais crescidos. Ontem a Mathilde quis ir assistir e foi. Saíu de lá a cantar:"Hello! Hello!" com a melodia dos anões da Branca-de-Neve.
No carro,o pai perguntou-lhe o que tinha aprendido e ela:
- Daddy!
Quando chegou a casa eu perguntei-lhe também e ela:
- Mummy!
E lá continuava com a nova cantoria, abanando o braço como quem diz olá: "Hello! Hello!"

Quando ia a entrar no banho repetiu:
- Mummy! Daddy!... Como na Peppa Pig!
(uns desenhos animados ingleses falados com pronúncia muito muito british e onde "Mummy" e "Daddy" são expressões frequentes)

Adoro esta cabecinha! Adoro!

Sopinha de letras


Um dos livros da colecção "Matilde" é "Matilde descobre as letras".
Começa por explicar que as letras fazem parte de uma família de 26 (K, W e Y incluídas) que se chama abecedário e continua mostrando como servem para escrever palavras que estão por todo o lado, nos livros, nas legendas de desenhos, nos jornais e nas revistas, nos rótulos dos produtos do super-mercado, nas folhas de presença da escola, nos recados que os professores enviam aos pais, etc.
Um dos desenhos mostra a Matilde a olhar para um letreiro horizontal por cima de uma porta - FARMÁCIA.

No fim-de-semana, durante um passeio passámos por uma farmácia cujo letreiro, na vertical, brilhava a néon verde.
A Mathilde olhou e:
- Farmácia! Olha mamã! Como no livro da Matilde e das letras!

Tínhamos passado por vários letreiros, várias lojas, ela nem sabia que aquela era uma farmácia, ela nem sabe o que é ou para que serve uma farmácia. O letreiro estava na vertical e não na horizontal como no livro e, sobretudo, ela NÃO SABE LER!

Suponho que terá memorizado o desenho das letras, mais ou menos a ordem, sei lá, alguma coisa se passou naquele cérebro que fez com que ela relacionasse as duas coisas. O que é certo é que no livro o único letreiro que aparece (a preto) é o da Farmácia e ela só indicou a mesma ao vivo e a cores, a verde néon para ser mais precisa.
Fiquei abismada.

E depois acrescentou:
-Olha papá! Um M de Mathilde!
Isso já não nos espanta, o M ela conhece há muito tempo, M de Mathilde, de Manon, de Maria, de Mamã. O Pai queixa-se. E ela encontra sempre um X para lhe dizer que é o X do seu nome, Xavier.

Mas... Farmácia????

domingo, 14 de janeiro de 2007

SAPERLIPOPETTE!

"Bom dia", "boa tarde", "se faz favor", "obrigada","desculpa", "bonjour", "s'il te plaît", "merci", "pardon" são expressões do dia-a-dia da Mathilde desde muito pequenina. Insistimos sempre muito nelas e, sem grande esforço, saiem-lhe naturalmente.
Agora até "com licença" e "de nada" ela coloca contextualmente deixando-me de boca aberta por vezes.
Uma que me faz sempre sorrir é "Desculpa lá mamã!"

Quando começou a falar de forma mais compreensível que o simples palrar e a repetição de sílabas um pouco ao acaso, sempre que pedia qualquer coisa ao pai, a deixa era sempre: Plaît-plaît-plaît!; e a mim: Foch-lô-lô-lor!
Lembro-me que até fazia uma espécie de vénia oriental, inclinando a cabeça e o tronco um bocadinho para diante o que dava um tom mais decidido ao pedido.

Assim como os bons hábitos de educação se aprendem cedo, também o calão e les gros mots não escapam a estas esponjinhas ávidas de vocabulário.
O mais cómico é que se nos foge um palavrão, a Mathilde não o repete, parece até nem lhe ligar mas mais tarde, por vezes dias ou mesmo semanas depois, ela usa-o e em completa sintonia com o momento. Por exemplo, deixa cair algo, tenta uma proeza que não lhe sai de feição e pumba!, lá sai um "mède!" que nos provoca um risinho que tem mais de nervoso que de juízo de graça. Aconteceu só duas ou três vezes em mais de um ano mas, para que a coisa não se repita, andamos a tentar substituir uma ou outra palavrita vernácula por expressões como: "Saperlipopette!" ou "Bolas! Bolas! Bolas!"

Hoje dei com ela a tentar arrumar um jogo numa caixa e perante umas peças que caíam levantou as mãos virando as palmas ao céu e indignada exclamou:
- Ai! Que chatice! Mas que grande chatice! Então?!

:D

É assim mesmo, Mathilde! Saperlipopette! Mas que coisa!

Progressos

A Manon já diz adeus, abana a mãozinha papuda e faz um ar de marota.
A Manon dá estalinhos com a boca.
A Manon diz "papá" e "mamã" e nunca se engana a chamar-nos.
A Manon está tão gira que apetece comê-la!

A Mathilde já abre a porta do frigorífico (que é muito alta), tira o pacote do leite dela, abre e deita no biberon.
A Mathilde já fala muito articuladamente em português.
A Mathilde já fala de forma bastante perceptível em francês.
A Mathilde está tão gira que apetece abraçá-la e não a largar mais.

sábado, 13 de janeiro de 2007

Totalidade



Se fosse possível definir o que a Manon significa para mim, o nome dela viria na sequência do pronome indefinido - tudo.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

A Lilly



Um sucesso esta bebé Lilly!
A Mathilde delira. Dança como se não houvesse amanhã. Pede a toda a gente para dançar com ela. Leva o cd para a creche e põe todos a dançar.

A Manon desata a rir. As bochechas ganham proporções desmesuradas. Abana-se toda. Tudo ri, a boca, os olhos, os braços, as pernas.

É a banda sonora cá de casa, actualmente.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

O Natal, esse exagero!


Mathilde - Natal 2004



Manon - Natal 2006


É sempre a mesma coisa. Ai! Que não vamos comprar muitas coisas! Ai! Que mesmo que compremos muitas coisas vamos guardá-las e damos ao longo do ano! Ai! Que os miúdos, às tantas, não ligam nem a metade! Ai! Que é sempre um exagero!

E foi.
A avó materna - vovó - comprou uma loja inteira de brinquedos.
A avó paterna - mamy - comprou metade de uma loja e um clube de dvd's.
Nós fomos mais moderados mas ainda assim não o bastante.
Os amigos e restante família fizeram o resto.
Resumindo, uma orgia de prendas tal que parecia que tínhamos 10 crianças em casa. Até me senti um pouco mal com o exagero.
A minha mãe diz que enquanto se puder, faz-se, e que se para o ano não se puder, pelo menos elas terão boas recordações de anos em que se pôde. E eu acabo por concordar.

Satisfaz-me o facto da Mathilde brincar com tudo mas mesmo tudo. Ver os livros todos, os filmes todos, jogar os jogos todos, descobrir rapidamente as potencialidades dos brinquedos e não se desinteressar. A curiosidade é manifesta e não desperdiçada. As roupas também lhe interessam e muito, é uma coquette.

A Manon, tão pequenina, pareceu achar graça ao Natal e à confusão das prendas. Interessou-lhe, claro, os embrulhos e os laços, como à irmã há 2 anos. E já mexeu e brincou com os presentes todos também.
Com a Manon fomos bem mais comedidos porque ela tem vindo a herdar o património da irmã mas o interesse parece ser muito semelhante ao da Mathilde. Acaba por pegar em tudo e sobretudo morder tudo, santa fase oral!

Foi um natal prendado e bonito. O natal é das crianças, de facto.

A Mathilde acha que!

Acho que não.
Acho que está ali.
Acho que dá.
Acho que não dá.
Acho que a Manon não quer dormir.
Acho que o papá chegou.
Acho que a mamã vai trabalhar, acho...

É a nova da Mathilde, acho que isto e aquilo.
Opinativa a minha criança, 2 aninhos, 10 réis de gente, e já acha!

Pulguinha atómica


A Manon está eléctrica.
Não pára 2 segundos.
Quer andar, quer andar, quer andar. Só a posição erecta lhe agrada neste momento. Está de pé uma hora de seguida se a deixarmos e sem aparentar qualquer esforço ou cansaço.
E palra, palra, palra. É mulher, claro.
E ri-se, ri-se, ri-se, uma bem disposta.
E, se sentada, atira-se para a posição de gatas e tenta arrastar-se sem êxito.

A música desenha-lhe um sorriso de orelha a orelha e os pés abanam sem vacilar, parece que bate palmas com os pés, bate plantas portanto.

É linda, linda, linda!!

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Uma pata e 4 patos


Gosto muito de um jardim em Cascais.
É um espaço grande cheio de patos, cisnes, galinhas, gansos e pavões em liberdade. Tem baloiços e escorregas, muitas árvores, muitas flores, dois lagos, uma biblioteca infantil e juvenil, um cafézinho, um museu, um castelo (pelo menos chamo-lhe assim), muitos recantos, muitas possibilidades para estar como nos apetecer estar quando lá vamos.

Estou nesse jardim muitas vezes, atravesso-o simplesmente ou passeio a preguiçar, adoro uma preguicita de vez em quando.

Vamos lá quase todas as semanas.

A meio do mês passado, uma pata teve patinhos. A Mathilde ficou maravilhada e andou quase uma hora atrás deles e nós atrás dela.
Dava vontade de trazer um para casa.

domingo, 7 de janeiro de 2007

Boule et Bill



Quando eu era pequenina adorava ver os livros da minha mãe. Suponho que muitos miúdos se fascinam com o mesmo.
A Mathilde interessou-se cedo pelos nosso livros. Primeiro os meus do Noddy, sim que quando eu era pequenina o Nodi era Noddy, a ursa Teresa era a ursinha Tété, o Orelhas era o Orelhas Grandes, não existia a boneca Dina nem a macaca Marta e os livros eram livros de texto com bonecos pelo meio.
Não tenho muitos, a colecção contava com 24, julgo, e eu só tenho 6 ou 7. Não me interessou muito o Noddy, percebi isso agora quando verifico que li quase todas as colecções da Enid Blyton, os cinco, os sete, o mistério, as gémeas, o colégio das 4 Torres, etc. mas o Noddy ficou-se por um quarto da totalidade editada.

O boneco, confesso, irrita-me um bocadito de tão nhó-nhó-coitadinho-a-quem-todas-as-desgraças-acontecem. Nem tanto ao mar nem tanto à terra. Não é preciso ser um super-herói mas ser sempre enganado, enganar-se sempre, esquecer-se, perder-se, fazer disparate atrás de disparate, para mim, é demais! Para ajudar à festa deprimente passa o tempo a cantar sempre a mesma melodia só alterando a letra. Não, o Nodi não me apraz por aí além.

Mas a Mathilde pegou, muito pequenina, espontaneamente, nos meus livrinhos deste cabeçudo de chapéu com um guizo do país dos brinquedos.
Fico espantada com o merchandising que popularizou esta personagem e quando, vinda da creche, ela me falava do "Nói", percebi que mais valia ir com a maré e esperar que passasse. E passou, pelo menos não foi a loucura que outras crianças à minha volta expressavam pelo boneco e para além do "Nói" que acabou por passar a Nodi com o amadurecimento da linguagem, a Mathilde foi inspeccionando os "Asterix" e os "Boule et Bill" do pai que lhe explicava quem era cada uma das figuras naqueles quadradinhos às cores.

Já há mais de 2 meses que ela não "lia" um "Boule et Bill". Tem andado muito entretida com a "Anita" e a "Matilde" e as histórias da Disney, o "Ruca", os contos infantis, outros livros que lhe vão dando,enfim, tudo o que apanha com bonecos e que pede que lhe conte todas as noites.


O Pai Natal (vovó) deixou-lhe no sapatinho um cão, daqueles a pilhas que andam e ladram e comem e até fazem xixi assim lhe ponhamos água lá dentro coisa que ficou logo catalogada como interdita de forma a que a casa não se transforme num monte de mini-laguinhos aqui e acolá.

Perguntámos-lhe:
- Como se chama o teu cão?
E ela, sem hesitar:
- Bill!

Podia ter sido Pipa que é a cadela da minha mãe, podia ter sido Snoopy, Turbulento, Pluto, Trump, "Tich" que é uma das cadelas do Nuno e da "Bela", podia ter sido qualquer coisa que ela se lembrasse naquela altura, mas foi, sem hesitações, Bill!

sábado, 6 de janeiro de 2007

Pitit Buda



A Mathilde imita-nos nas nossas atitudes babadas e faz a cara mais sorridente possível enquanto se mete com a Manon.
- Coisa boa!... Manon! Linda Manon! Minha gorda!... coquine! Gudji-Gudji!...

Meu amor, coisa boa, princesa Manon, Super- Manon, minha gorda, minha maravilha da natureza, choupette, poupette, minha bebé adorada, meu coração, meu coraçãozinho, minha malandra, malandreca, coquine, coquinette, bonequinha, bochechuda, rechonchuda, mon coeur, princesse, chipie, pitchoune, mon bebé, Manonzinha, Mazonzinha (a Mathilde chamava-lhe assim quando ela tinha poucos meses), bebézorra, Manonzorra, etc...

A Mathilde tem, para além da maior parte das anteriores, safadinha, Super-Mathilde, Mathildezorra,sushi e rebuçadinho porque bebé a enrolavamos numa mantinha cor-de-rosa e ela parecia saída da mesa de trabalho de um sushi-man ou então embrulhada qual rebuçado apetitoso.

De vez em quando o papá chama à Manon "Petit Buda", é só de vez em quando.
Hoje de manhã, no carro, a Mathilde, de Cinderela na mão (uma boneca que entretanto perdeu um dos sapatos como manda a tradição) sem apelo nem agravo exclama:
- Manon! Olha! A Cindiela! Mano-on! Olha!... Piti Buda!!!
E a Manon olhou.
É tão "zen" a minha Manonzinha!

Sacrées bochechas


A Manon tem umas bochechas redondas redondinhas.
Adoramos aquelas bochechas.
O pai diz-me que as vou gastar de tanto lhes dar beijinhos.
A Mathilde diz que ela tem bochechas como o Tweety ;-)

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

Os votos das princesinhas M & M






Desejamos a todos um feliz 2007!

quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

Chinesinho Limpópó


Fazemos figuras inacreditáveis a brincar com as crianças.
Quando a Mathilde era muito pequenina, teria talvez um ano e pouco, uma manhã, com um alguidar em equilíbrio precário em cima da cabeça e os dedos nos cantos externos dos olhos repuxando-os à chinês, cantei a musiqueta do Chinesinho Limpópó - Tinininini-nini-tininini-niniii... Tinininini-nini-tininini-niniii...

Claro que ela adorou, é quase certo que as crianças deliram com as figuras inacreditáveis que os pais fazem a brincar com elas e os pais deliram com o delírio dos filhos e está tudo bem, eu adorei também, sobretudo porque ela tentou logo imitar e de vez em quando punha um alguidar na cabeça, os dedos meio em cima dos olhos e cantava - Tinininini-nini-tininini-niniii...Tinininini-nini-tininini-niniii...

Nunca lhe disse que era a música de uma personagem chinesa nem que os chineses têm os olhos assim esticadinhos, nunca.

Passados meses fomos ao mercado. Estavamos num dos talhos, tratavamos de comprar o almoço e a Mathilde estava sentada no parapeito da montra. Eis senão quando, passa um pai, chinês, pelo menos os traços eram orientais, para o caso tanto faz, com um rapazito pouco maior que ela, provavelmente seu filho, bem chinesinho, com os mesmos traços orientais e os olhos assim esticadinhos. A boa da Mathilde olha para o miúdo e - Tinininini-nini-tininini-niniii...Tinininini-nini-tininini-niniii... só faltou pôr os dedos a repuxar os olhos e o embaraço teria sido total, embora nem pai nem filho se tenham apercebido.

Giro, realmente giro, sobretudo porque ela deve ter associado livremente aqueles olhos à brincadeira do alguidar e ao tema do Limpópó. Suponho que tenha sido isso, nunca saberemos, ela não sabia explicar, ainda.
Imaginei que se lhe perguntasse como é que lhe tinha saído aquilo, me responderia qual Badaró: Como ispilico? ;-)

sábado, 23 de dezembro de 2006

Feliz Natal!


Há 2 anos - Mathilde (8 meses)





Hoje - Manon (8 meses)

(A Mathilde não quis tirar fotografias com chapéu de Pai Natal, aliás não quis tirar fotografia nenhuma, demasiada exigência para quem está doente e muito muito rabugenta.)

O vírus dá voltas e voltas e voltas sem fim...


... e não há volta a dar, é sempre assim.
Joel Branco cantava o mesmo, mas no caso dele era a vida que dava voltas, lembro-me muitas vezes dessa canção. As novas gerações já não sabem quem é Joel Branco, uma pena ;-)

O vírus tinha de dar a volta à família, mais que não fosse à parte feminina da família, 3/4, 270º, primeiro a mãe, depois a filha mais bebé e finalmente a "crescida", como diz a Mathilde, "sou crescida mamã!". Safa-se o pai, por enquanto, como quase sempre, abençoado sisitema imunitário sempre em alta.

Não há queixas, as meninas têm, sido muito resistentes aos bicharocos que por aí andam, é raro adoecerem graças a Deus e ao Menino Jesus e a todos os Anjos da Guarda, que eu sei que os há e velam por nós!
Só que um vírus no Natal torna-se deveras aborrecido, pois porque há tantas coisas a tratar e aqui estamos, fechados em casa porque estão 5 graus na rua e porque há aerossóis e xaropes a administrar.

A Mathilde, a super-resistente, sucumbiu ontem à noite e hoje passou um dia do mais rabujas que possa haver.
Mais uma vez, não me atrevo a render-me à queixa, pois se os adultos doentes rabujam tanto e ele os há que rabujam ainda mais em perfeito estado de saúde, quanto mais uma criança com dois anos que não percebe porque é que lhe doi o corpo e a cabeça e porque é que tem frio e calor, e porque é que doi quando tosse e porque é que o nariz escorre e porque que carga de água isto me está a acontecer e não posso ir passear e ainda por cima os xaropes sabem mal como o raio, e lá se vai toda e qualquer tolerância à frustração e toca a desatar a choramingar por dá cá aquela palha.
O pai passa a vida a perguntar-me, indignado, porque é que não fazem xaropes que saibam bem, como se eu soubesse! São de facto muito maus os benditos xaropes, porque é que não há xaropes como quando eu era pequenina?, como o broncodiezina, branco, espesso, doce como as coisas muito doces?, o que eu gostava daquele xarope...

O que vale é que a Manon está praticamente boa, muita tosse ainda mas sem febre há 3 dias e a regressar devagarinho ao seu invejável apetite.

Isto cá em casa parece um concerto, tusso eu, tosse a Manon, tosse a Mathilde e dá a volta novamente.
Espero que o pai escape e que se entre o ano a respirar limpidamente!

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

Adenda à novidade

Afinal são 4 dentes a romper e uma traqueíte viral que hoje já conta com a disfonia da laringe irritada, ou seja, rouquidão, febre, tosse produtiva, nariz entupido e a falta de apetite também resolveu dar um ar da sua graça :(

Já disse que odeio as doenças?

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Novidade

A Manon tem mais dois dentinhos, os incisivos superiores : )

domingo, 17 de dezembro de 2006

"Pa Tal" versus "O Jesus"



Na sexta-feira houve festa de Natal na creche.
No ano passado, a Mathilde não achou graça ao senhor redondinho, vestido de vermelho e longas barbas brancas que ,de sininho na mão e um saco cheio de prendas, fez as honras da festa, O "Pa Tal", como lhe chamava. Encheu-se de medo e nem queria ir buscar o presente.

A vida é mudança, ainda bem!
Este ano, o encantamento foi evidente. Esteve muito tempo ao pé dele, recebeu o cadeau com prazer e quando o Pai Natal se foi embora, foi a única, entre 66 meninos e meninas, que se levantou e correu até à porta a dizer adeus, para além de já articular todas as sílabas do seu nome.

Já comentou com várias pessoas que tem um livro novo que foi o Pai Natal "da creche" que lhe deu. Achei graça ao conceito Pai Natal " da creche". Muito lógico, pois se ela vê o Pai Natal por todo o lado!, aquele era o da creche, evidentemente!

Anda encantada com o Menino Jesus também, e mostra-lo em todo o lado, na creche, em casa, nas lojas, por onde o encontra.
- Olha! O Jesus! Está aqui! E está ali também! Olha!
- Pois está Mathilde, o Menino Jesus é assim, está em toda a parte, é omnipresente!
Eu rio-me e ela também, cada uma com os seus motivos.

No fundo o Pai Natal é como Menino Jesus, também está em todos os lugares, mas parece-me que ela não o considera omnipresente, é mais uma espécie de irmandade, o da creche, o de casa, o da loja X ou Y, os da rua, os das varandas...
Uma bela seita de senhores bonacheirões que trazem alegria a todos.

Que bom que ela já gosta do Pai Natal! Se bem que me toca mais o Menino Jesus porque para mim, era Ele quem trazia as prendas.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

14 de Dezembro, 21h45, há 36 anos


Para a menina mamã, uma salva de palmas! EEHH!

O meu dia começou assim, com a Mathilde a cantar-me o "Parabéns a você", inteirinho, de uma ponta à outra, várias vezes.
Eu nem imaginava que ela sabia a letra toda de cor.
Maravilhoso!
Obrigada!

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Matilde sem H


A minha gravidez da Mathilde teve um lado muito caloroso que se deveu às inúmeras manifestações de carinho por parte dos ouvintes da rádio onde fazia o Programa da Manhã, a Best Rock FM.
Desde o dia em que anunciámos que eu estava grávida até ao nascimento foi, dizia eu exageradamente mas com o coração quentinho, a gravidez mais vigiada de "todó Portugal".
Todos os dias chegavam mails e mails com mensagens carinhosas e recebi presentes que a Mathilde e a Manon usam e abusam.

Um desses presentes esperou até há dois dias para ser apresentado à Mathilde.
Já podia tê-lo feito mas estava arrumadinho na estante, entalado e esquecido entre mais uns tantos livros da mesma colecção que encontrei depois, perdidos no meio da mini-biblioteca do seu quarto.
Ocorreu-me de repente, quando lhe mostrava mais uns livrinhos meus de miúda, antes dela dormir. Passo a vida nisto, ela adora e eu também.

É a "Matilde, quem é?"

Esta menina homónima destronou a "Anita" que, apesar de se manter na sua lista a ler todas as noites, perdeu o protagonismo da cena lullaby diária.
Os livros são mesmo giros e com um guia para pais no final de cada um.
Só me faz confusão ver Mathilde escrito sem H, ao fim de 2 anos e muitos meses habituei-me de tal forma à letrinha muda que me parece que o nome fica despido sem ela.

Saia!

É impossível, ou melhor, praticamente impossível, porque teoricamente tudo é exequível, vestir umas calças à Mathilde.
É uma menina e as meninas andam de saias e de vestidos, como a Cinderela e a Branca de Neve e a Aurora e a Bela e as princesas em geral.

Às quartas é dia de ginástica. Quem é que diz que ela acata o fatito de treino, que até é todo coquete e giro?!
Às terças e quintas há natação. E persuadi-la de que é mais fácil para as educadoras ajudá-la a vestir calças e não collants e saia?!

Nada feito. É a birra desolada como se o apocalipse se abatesse sobre seu o desejo indumentário.

O que fazer? Conflito desgastante logo pela fresca por motivo, reflectindo profundamente, pouco relevante ou cedência do guarda-roupa princess-like que-daí-não-vem-mal-ao-mundo-e-até-preferimos-que-a-preferência-dela-seja-pela-saia-do-que-a-onda-Maria-Rapaz-Camionista-e-que-mais-importante-que-saia-ou-calças-é-que-ela-seja-bem-educada-e-feliz-e-se-há-coisa-em-que-se-pode-ceder-é-neste-tipo-de-parvoíces-sem-importância?
Decididamente optamos pela segunda hipótese mas somos sempre chamados à atenção na creche.
Pois...

Bom, a partir de amanhã, dia de natação, a Mathilde irá de saia mas com umas calças na mochila. O efeito de grupo é convincente e pode ser que ela aceda a vesti-las, antes ou depois, para maior facilidade prática.

As estratégias que se inventam, isto de ser mãe e pai tem o seu quê de inteligência prática!

sábado, 2 de dezembro de 2006

Melting Pot

Espanta-me a memória prodigiosa da Mathilde.
Lembra-se desde sempre de pessoas que viu uma vez tempos e tempos antes, dos nomes, de detalhes, de brinquedos, de brincadeiras, de frases, de comportamentos, os caminhos, os lugares, tudo.

Com um ano e nove meses sabia as roupas, os sapatos, as mochilas, os pais e mães de quase todos os meninos da creche inteira, ao ponto de ajudar as educadoras quando elas não sabiam de quem era um casaco ou um boneco.
- De quem é isto Mathilde?
Ela sabia sempre.
Ela até sabia de cor os biberons de água dos bebés do berçário onde nunca estava. Impressionante!

Se me impressiono então o pai, cuja memória é de uma selectividade limitadíssima e de curta duração, fica abismado.

Lembro-me de quando estava grávida, ele dizer-me:
- Espero que ela tenha a tua inteligência, a tua memória e a minha malandrice!

A memória saíu dos meus genes, a minha chega a ser irritante de tão de elefante e detalhada que é, a Mathilde vai pelo mesmo caminho, parece.
A malandrice, o arzinho sedutor inocente, o sorriso maroto saíram, sem dúvida, do pai. Os dois juntos são um regalo para a alma, se um diz mata - o outro diz esfola, passam o dia a fazer disparates, reconheço-os um no outro em permanência, às vezes até confundo as partidas, são cúmplices a quase toda a prova.

Não me canso de admirar a magia da natureza, a mistura que se vai revelando.
Já o disse outras vezes, a genética, a embriologia, as ciências implicadas e tudo e o resto explicam mas eu maravilho-me todos os dias como uma leiga na matéria, a magia transcende a ciência e ainda bem.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

Retratos

A era digital é francamente prática.

No dia em que a Mathilde viu pela primeira vez o nosso mundo, a máquina fotográfica avariou e poucas horas antes do nascimento fomos adquirir uma substituta ao centro comercial maior da Península Ibérica, não porque fosse o maior mas porque tinha uma Fnac e era mesmo ao pé do Hospital da Cruz Vermelha, o local eleito para os primeiros dias da nossa primeira menina. Não se podia perder nenhum minutinho desses dias, nem de todos os outros.

Ao longo dos dois primeiros anos metralhámos com e sem flash momentos que adoramos recordar, fizemos filmezinhos de tudo e mais alguma coisa e ouvimos que com a primeira é sempre assim e que com a segunda o número de disparos diminuiria drasticamente.
E nós sem tugir nem mugir, sabe-se lá como vai ser o futuro, não estamos lá, as crianças ensinam-nos essa verdade tão óbvia todos os dias,aqui e agora é que vale.

Chegou então a Manon, e no dia em que ela viu pela primeira vez este mundo, poucas horas antes lá fomos nós ao Colombo em busca de máquina nova que a outra já não dava para o gasto e não se podia perder nenhum minutinho dos seus primeiros dias, nem de todos os outros.

Passaram-se quase 8 meses e continuamos a metralhar com e sem flash momentos que adoramos recordar, fazemos filmezinhos de tudo e mais alguma coisa e já ninguém nos tece considerações sobre o número de disparos.

A era digital é francamente simpática, fotografa-se à vontade e seja o que Deus quiser, há sempre um photoshop para remediar e um delete para apagar .
Ainda assim é-me difícil triar e depois há o gosto pelo papel, gosto de ter as fotografias em álbuns que desfolho num ritmo de mãe, só pode, lento, lentinho, disfrutado.

Ora já não revelava nada desde Abril e estando o ano a terminar parece-me oportuno não deixar para o ano que vem o que se pode fazer ainda neste.
Toca a fazer uma triagem dos 6 meses e meio de fotografias que repousavam no computador e, triando muito e muito, consegui eliminar mais de um terço (só para efeitos de revelação porque as eliminadas continuam em pastinhas JPEG do mundo moderno).

Revelei 875.
6 meses e meio - 875 fotografias - 2/3 da totalidade digitalizada.

E que com a segunda isto ia acalmar, pois...